Ele gritava a plenos pulmões:
-SEJA FORTE, SOPHIA!
Mas sabia que aqueles gritos não eram pra ela.
Não era pra ela que ele desejava esperança.
Era na busca da felicidade alheia que ele procurava pra si, a tranquilidade.
O pensamento de que as coisas poderiam dar certo.
O sentimento que lhe era necessário. Aquele há muito perdido.
Ele fundia e confundia nesse grito, que entoava com tanta bravura, seu próprio sentimento, sua própria dor.
Sabia que só a ela poderia dizer, e que nada a si deveria gritar.
O silêncio era tudo que lhe cabia.
agosto 17, 2009
agosto 16, 2009
Cause I have come to need this shell.
eu era estranho. eu tinha ciência disso. eu olhava e dizia "quando eu crescer, quero ser assim, normal."
eu era deslocado. não estava em grupos, nenhum deles. nunca.
eu tinha amigos. de verdade. poucos, mas de verdade.
eu era tímido. havia perdido metade da minha vida porcausa dela. a maldita que me acompanhava. a timidez.
eu era azarado. muito. de uma maneira sinistra e incomum. quem olhava costumava pensar 'ele deve ter provocado.'
eu era ingênuo. confiava nas pessoas, na bondade humana. aquela que não cheguei a conhecer.
eu era sozinho. apesar dos amigos. estava acostumado. não via problema nisso. era auto suficiente.
eu era depressivo. não via graça na maioria das coisas que faziam todos felizes. não via graça em nada.
eu era calmo. em frente a maioria dos problemas eu respirava e tudo conseguia fazer.
eu era feliz. apesar de depressivo, eu não tinha problemas, e isso gerava uma felicidade.
eu era chato. muuuito. porém como eu nunca tinha ninguem pra chatear, isso nunca tinha sido um problema.
eu era calado. parte timidez, parte falta do que falar, parte calmaria pra escutar a história dos outros.
eu era esperançoso. ainda esperava que as coisas melhorassem. acontecessem. mudassem.
Algumas coisas não mudam.
eu era deslocado. não estava em grupos, nenhum deles. nunca.
eu tinha amigos. de verdade. poucos, mas de verdade.
eu era tímido. havia perdido metade da minha vida porcausa dela. a maldita que me acompanhava. a timidez.
eu era azarado. muito. de uma maneira sinistra e incomum. quem olhava costumava pensar 'ele deve ter provocado.'
eu era ingênuo. confiava nas pessoas, na bondade humana. aquela que não cheguei a conhecer.
eu era sozinho. apesar dos amigos. estava acostumado. não via problema nisso. era auto suficiente.
eu era depressivo. não via graça na maioria das coisas que faziam todos felizes. não via graça em nada.
eu era calmo. em frente a maioria dos problemas eu respirava e tudo conseguia fazer.
eu era feliz. apesar de depressivo, eu não tinha problemas, e isso gerava uma felicidade.
eu era chato. muuuito. porém como eu nunca tinha ninguem pra chatear, isso nunca tinha sido um problema.
eu era calado. parte timidez, parte falta do que falar, parte calmaria pra escutar a história dos outros.
eu era esperançoso. ainda esperava que as coisas melhorassem. acontecessem. mudassem.
Algumas coisas não mudam.
Viver é preciso, amar não é preciso.
Com o tempo aprendi a correr da polícia assim como corro dos bandidos.
aprendi a não dar dinheiro em igreja, nem pros flanelinhas nos sinais.
eles sempre acabam me tirando tudo mesmo...
Aprendi a não confiar, a não amar, não ser feliz. A não sofrer.
Aprendi a não viver, não precisar. aprendi a existir e apenas isso.
Aprendi a não compartilhar e a não ser traído.
Aprendi a ter cicatrizes, e como cicatrizar os machucados, sarar as feridas.
Cuidar de mim.
Descobri que o que é pequeno conta e faz bem. e que isso as vezes tem bastante importancia.
Eas vezes é o que MAIS tem importância. [vide laís]
Descobri que precisar é sadio, apesar de várias decepções. Ninguem é feliz sozinho.
Descobri que amar é um sentimento baseado em niveis emocionais.
Baboseira relacionada a reações químicas no cérebro humano.
Algo tão inútil que tanto machuca.
[ainda acho que deveriam escolher os casais pelos nomes, ou pelo tamanho]
Descobri que gosto das pessoas, e aquelas que tão ali, que só falam coisas bestas,
sem o mínimo sentido, são aquelas que te darão o silencio tão pedido e o ombro que você sempre vai procurar.
A vida é um saco, ninguem vai te dizer que não é.
Não é fácil, tá no mundo é pra se fuder.
Mas se você tiver pessoas [sim, aquelas que você odeia], as coisas ficam mais fáceis, mais aturáveis.
aprendi a não dar dinheiro em igreja, nem pros flanelinhas nos sinais.
eles sempre acabam me tirando tudo mesmo...
Aprendi a não confiar, a não amar, não ser feliz. A não sofrer.
Aprendi a não viver, não precisar. aprendi a existir e apenas isso.
Aprendi a não compartilhar e a não ser traído.
Aprendi a ter cicatrizes, e como cicatrizar os machucados, sarar as feridas.
Cuidar de mim.
Descobri que o que é pequeno conta e faz bem. e que isso as vezes tem bastante importancia.
Eas vezes é o que MAIS tem importância. [vide laís]
Descobri que precisar é sadio, apesar de várias decepções. Ninguem é feliz sozinho.
Descobri que amar é um sentimento baseado em niveis emocionais.
Baboseira relacionada a reações químicas no cérebro humano.
Algo tão inútil que tanto machuca.
[ainda acho que deveriam escolher os casais pelos nomes, ou pelo tamanho]
Descobri que gosto das pessoas, e aquelas que tão ali, que só falam coisas bestas,
sem o mínimo sentido, são aquelas que te darão o silencio tão pedido e o ombro que você sempre vai procurar.
A vida é um saco, ninguem vai te dizer que não é.
Não é fácil, tá no mundo é pra se fuder.
Mas se você tiver pessoas [sim, aquelas que você odeia], as coisas ficam mais fáceis, mais aturáveis.
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